O SP Previdência apresentou rentabilidade de 1,07% em março, ante 1,27% da meta do período. Apesar do resultado ligeiramente abaixo da referência no mês, o desempenho no longo prazo segue significativamente superior, 14,02% e 26,14% nos últimos 12 e 24 meses, respectivamente, frente às metas de 8,85% e 19,58%.
O mês foi marcado pelo aumento da aversão ao risco nos mercados globais, em um ambiente de maior incerteza associado a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e à forte alta dos preços do petróleo. Esse contexto contribuiu para maior volatilidade nos ativos domésticos e internacionais, impactando especialmente segmentos mais sensíveis, como renda variável e crédito privado.
O IPCA de março manteve-se em níveis relativamente controlados, mas passou a refletir novos vetores de pressão associados à elevação das commodities energéticas. No acumulado em 12 meses, a inflação acelerou para patamar próximo de 4,14%, ainda abaixo do teto da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), porém com composição que indica maior atenção, sobretudo em função dos choques recentes e das expectativas ainda desancoradas em horizontes mais longos.
No campo da política monetária, o Banco Central iniciou o ciclo de flexibilização ao reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 15,00% para 14,75% a.a., conforme já sinalizado anteriormente. A decisão refletiu sinais mais claros de moderação da atividade econômica e da transmissão da política contracionista. Ainda assim, o Copom reforçou a necessidade de cautela, destacando que o ritmo dos próximos cortes dependerá da evolução do cenário inflacionário, em especial diante da volatilidade associada às commodities e ao ambiente externo.
O mercado de ações doméstico apresentou desempenho negativo no período, em linha com o movimento global de maior aversão ao risco. O Ibovespa recuou cerca de -0,70% no mês, enquanto o índice de Small Caps registrou queda mais expressiva, próxima de -5,77%, evidenciando a maior sensibilidade dessas empresas em ambientes mais voláteis.
Apesar da depreciação do real frente ao dólar ao longo do período, a maior volatilidade global e a reprecificação das curvas de juros impactaram negativamente parte dos investimentos no exterior, que também refletiram o aumento da incerteza internacional.
Na Renda Fixa, o início do ciclo de queda da Selic não alterou substancialmente o patamar ainda elevado das taxas de juros, o que continua sustentando retornos atrativos nos ativos indexados ao CDI. Em março, os fundos atrelados ao DI mantiveram desempenho próximo ao benchmark, beneficiados pelo nível ainda restritivo da política monetária.
A Prevcom, responsável pela gestão do SP Previdência, mantém postura prudente e disciplinada na gestão dos investimentos, com foco na preservação do patrimônio, na geração de rentabilidade consistente e na sustentabilidade de longo prazo dos planos administrados. O ambiente mais desafiador no cenário atual reforça a importância da diversificação e da gestão ativa, pilares que sustentam o desempenho sólido da fundação.




